Representando o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) e o município de São Carlos, o gerente de Manejo de Resíduos, Dione Henrique de Souza Daniel, participa neste momento do painel “É possível construir uma economia circular sem mudar nossos hábitos de consumo?”, durante a programação da São Carlos Experience (SCX).
Um dos principais pontos destacados por Dione é a necessidade de mudar a visão sobre a rentabilidade dos resíduos. O que é descartado não deve ser automaticamente considerado lixo. Muitos materiais ainda possuem valor econômico e potencial para serem reaproveitados, reciclados ou transformados em novos produtos.
A reflexão proposta é simples, mas fundamental: o resíduo não desaparece quando é levado para fora. Ele continua existindo. Quando encaminhado ao aterro, representa um custo; quando corretamente separado, reaproveitado e reinserido na cadeia produtiva, pode representar uma oportunidade de rentabilidade.
Em 2025, 93 toneladas de resíduos foram destinadas ao aterro sanitário. O dado reforça uma pergunta que está no centro do debate: o que esse material ainda pode ser antes de virar rejeito?
Para Dione, a economia circular exige justamente essa mudança de perspectiva: deixar de enxergar o resíduo apenas como algo a ser descartado e passar a reconhecê-lo como recurso, com potencial de rentabilidade e geração de valor para o município e para a sociedade.
Nem tudo é lixo.


